Desabrigo
Não é sempre. É indeterminado pelo relâmpago de um sonho. Um fogo disfaçado nas noites fechadas. Brinca comigo às escuras e promete-me o infinito em poucas palavras. Então, repito-as para mim, repito-as continuamente, como o girar de um carrocel, até não quererem dizer nada.
Podes ficar aqui? Convence-me que as palavras não são meras distrações, um disfarce foleiro para o meu coração. Este que brinca na poalha do timbre da tua voz.
E aproxima-se a despedida em passos lentos, uma queda livre de algarismos no fosso da espera...a metáfora de coisa-nenhuma.
...já não sei o que digo...desabrigo.
Ia apenas dizer-te coisas simples, daquelas que se perdem em olhares cumplíces e em respirações fomentadas no tamanho dos teus gestos. Ia pedir-te para me vires buscar porque o meu sorriso não acende ou então, ia trazer-te comigo para casa.

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