Acerca de mim

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Dotada da habilidade singela de discursar durante o sono. Tendência por matérias e escopos pindéricos, mofosos e decadentes, consorciados ao mirabolante provocador. Ámen. Natureza volátil e...abomino collants...desde sempre, aqueles de perna inteira, a inclinação da usança, exclusiva, recai na feminina meia-liga. Enamorada do minimalismo. Incomodada com o raso alcance engajado nas manifestações de acefalia. Enfim...uma porta emperrada no mundo, sem era e sem beira.
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Novembro 26, 2009

Lobos...há-os de todas as espécies.

Sabe-se lá de onde chegou aquele empecilho medíocre e cheio de ele próprio de face descorada e de fato à medida, senhorio de uma rotina parola.
Num processo lento e enfadonho, sem mistério esdrúxulo, o pelintra viral catalogava pelo manual desgastado, as almas carregadas de suturas, em permanente quilofagia, negociando sem apreço o futuro desses pusilâmines discípulos para a imbecilidade que encabeçava, num cavalheirismo colado a cuspo. Convém dizer que dava para enjoar o pleonástico trejeito que entornava e, portanto a falência desse sevandija neolítico tinha os dias contados.
À hora tardia, a denunciar descaso e de sorriso açucarado, entro com palavras-alicate, como folhas ao vento, fagulhas com ordem de despejo ao portador da conjuntivite da vida.
Gemeu e gemeu. Daquele gemido brotou a paz.

E pelo saibro nocturno parti num silêncio mais silente que o ar.

Novembro 23, 2009

Risco

Se havia de chover, era naquela tarde de Domingo. As ruas da cidade não te esperavam, e aquela cadeira fortuita veio-te mesmo a calhar. Estavas-te a marimbar para a água que tombava numa verticalidade imponderavelmente determinada a afastar a vida urbana.

Abrigaste-te do temporal ali, nesse banco-cadeira abúlico, na tarde amotinada que te trazia à memória muitos outros temporais do passado. Ultimamente deixaste de ter pressa, pressa de quê, pressa para quê, se tudo se harmoniza agora, se agora já é um tempo em que pouco falta para que tudo fique certo. Era como um sonho manso, depois de tudo visto e revisto, de tudo finalmente no seu lugar, despediste-te das palavras, e prometes-te a ti próprio um dicionário renovado, aceitando o onde de quem não se sabe. Sabia-te bem repensar tudo o que ainda estaria para vir, acrescentando pequenos pormenores que te facilitariam a percepção de tudo, se é que tudo pode ser percebido.


E assim pela bruma de um Outono estranho, voltaste as pupilas para o céu e desligaste a máquina, embora com esse gesto corras o risco de te tornares...humano.

Novembro 20, 2009

As palavras são pontes entre mim e o mundo...às vezes demoro é atravessá-las.

E por mais que OMITAS,
...o teu SILÊNCIO é sempre maior que um qualquer suspiro.

Novembro 09, 2009

de que adianta as palavras...

...se os meus pés estão longe do chão, a debaterem-se numa tempestade ?


Novembro 08, 2009

tenho o mundo nas mãos...daquelas bolas de vidro, com neve lá dentro.