Indelével
-Estou a perder a memória. É irreversível.
Anunciaste-me como figuras vãs de um quadro mal pintado.
A tua memória esta
va a roçar o limite, uma caligrafia que a pouco e pouco se fundeava no ilegível, uma espécie de volatizar voraz das cicatrizes do passado, um firmamento sem constelações,...uma limpeza total, num abrir e fechar de olhos. Sabias que se voltasses a adormecer, já não te recordarias de nada mais quando despertasses. As horas começavam a ficar apressadas, na longa e inútil sequência das vinte e quatro horas vazias. Os teus olhos tentavam ceder à fadiga. Lutavas contra o sono para não interromper o fim do teu mundo e, num acesso de comédia inofensiva escondemos todos os relógios ao nosso alcance.
-Shhh...Não tenhas medo, estás no exílio de um sonho.
Depois, o peso do sono venceu mudo sobre os teus olhos e distraído adormeceste.
Hoje sou uma onda anónima ...e tu ludibrias-me com um “olá”, de quando em quando.
Anunciaste-me como figuras vãs de um quadro mal pintado.
A tua memória esta
va a roçar o limite, uma caligrafia que a pouco e pouco se fundeava no ilegível, uma espécie de volatizar voraz das cicatrizes do passado, um firmamento sem constelações,...uma limpeza total, num abrir e fechar de olhos. Sabias que se voltasses a adormecer, já não te recordarias de nada mais quando despertasses. As horas começavam a ficar apressadas, na longa e inútil sequência das vinte e quatro horas vazias. Os teus olhos tentavam ceder à fadiga. Lutavas contra o sono para não interromper o fim do teu mundo e, num acesso de comédia inofensiva escondemos todos os relógios ao nosso alcance.-Shhh...Não tenhas medo, estás no exílio de um sonho.
Depois, o peso do sono venceu mudo sobre os teus olhos e distraído adormeceste.
Hoje sou uma onda anónima ...e tu ludibrias-me com um “olá”, de quando em quando.

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