É sempre tempo...
Teimo desapossar-me das ideias. Todos os dias descarto-me de alguma, todavia restam sempre demasiadas. Etéreo desprezo, desvarios soltos. Disparo de balas de cristal, um derrame de palavras amassadas em saliva, que crescem na minha boca. Ferramentas que perdem a função. O vidro esperançando o corte.
Exporto o corpo para a distância, cada vez mais longe, cada vez mais nunca. Abandono tão grande que abraça este ermo. As palavras discorrem contra a gravidade. Tão leves, pairam em suspensão diante dos teus olhos, piscam como gotas eléctricas, alcançando a luz das estrelas. É sempre tempo de voltar para casa.
Exporto o corpo para a distância, cada vez mais longe, cada vez mais nunca. Abandono tão grande que abraça este ermo. As palavras discorrem contra a gravidade. Tão leves, pairam em suspensão diante dos teus olhos, piscam como gotas eléctricas, alcançando a luz das estrelas. É sempre tempo de voltar para casa.

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