ou.TU.bro. De'MIM

Apareci sob o clarão do nada, forjando vagas certezas do outro lado da rua, de vestido escuro solto e botas de camurça. Os carros escorregavam contínuos, cortando o chão apressados, de luzes mudas, sob o mistério de tudo. Vi-te do lado de lá da rua, de barba por fazer, sem desleixo, de natureza de fogo com o sentido que busco. Atravessei pelo atalho zebrado e a um passo de ti, fiquei de um tamanho sem medida, no centro daquela realidade. Era Outubro.

Tu disseste: Vamos?
E embarquei no teu barco, de bruços, de lado, de costas, de cócoras. Percorro o sumo avante ao sol, em cima de um barril de pólvora, na proa, na popa, no fundo. Navego em movimentos invisíveis, como o soar das notas de música. E se o barco naufragar...eu afundo junto...pois tu não sabes, mas entretanto deste-me o mar.

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