Travessia no deserto
Às vezes faço-me de parva. Não que seja tarefa branda, mas para atravessar as areias requentadas e lodosas, armo-me simplesmente em idiota, bucólica e servil. As alternativas, incolores e rompidas, limpam as falanges do tempo, enquanto o prélio range ardido e rente com acúleas ameaças. Maldita condição.Passo perto daquele que vê longe, o vilão descontrolado que afoga impediosamente o camelo que seguia loquaz a fugir do silêncio. E na ostentação apregoada, de lapela engomada, emprego-me nas trevas, na imbecilidade oca e indócil.
Tudo bem. Um dia chegarei...a ti...a casa e, as ruas entupir-se-ão de flores e o céu estará limpo.

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