Falência
Segues por ruas estreitas, por entre um amontoado de casas todas iguais, sem números nas portas, as luzes dos postes nunca se apagam, pois não há quem pressione os interruptores, nesse lugar frágil como uma bruma. Percorres distâncias, em passo pontilhista, num desprezo pelas linhas, adestrando toda a cólera, sem contudo entenderes o impulso dessa alquimia desesperada.
Sobes e desces escadas de silêncio... Começas então um monólogo mas nem sabes do que falas. Dás-te conta que são curvas as setas que te guiam. Não dizes nada mais. O silêncio diz. Sim, ele diz muito. Fala de ti...ao vento.
E de que serve a teoria se somos cobardes?

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