Quantas estrelas cairão do céu?
Movimento-me em pulos pequenos, corteses e concisos, não no plano liso, sem altos nem baixos, mas sobre telhas inclinadas e estreitas das habitações de salientes virtudes, mantendo a discreta eloquência do equilíbrio, outras vezes laço-me, guindada, no cimo das árvores, de copas fartas, de intrínsecas autênticidades e, de quando em quando, assento-me num sobrestar em antítese, num muro de inocência e cinismo. Depois ajusto o calibre da minha pontaria e num ponto de inflexão desfecho em tórrida contundência, um enxame de flechas furtadas de consequências. Firmo um pouco os olhos, guardando sempre na manga uma medida de orgulho, a digladiar com a sujeição, buscando meios de o sol desfilar na minha intensa alma, enquanto o coração salta em espanto e me farto de sonhos cravados de palavras.
E nesta minha quadratura Dadaísta, entre harpas e temporais conto a quantidade de asteriscos luminosos que descaiem desnorteados como projécteis de fumaça.

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