Kjell Askildsen e Um Repentino Pensamento Libertador
Não sei se foi da porosidade do desassossego, do direito e do avesso da solidão. Talvez do isolamento humano, do muro de silêncio que se ergue doloroso, na continuidade das vivências que se expandem ou mirram irreversíveis. Possivelmente foi da espessa inaptidão do ser humano para comunicar, quando o paradigma do amor se instala, com a bagagem do tempo. A ter em conta a fatalidade do prazer, talvez tenha sido do desamparo emocional, que roga pragas aos vínculos com a mesma voz que os urdiu. Sei que foi... pura vertigem. Genial síncope de profundidade humana a entornar por dentro. Em particular, o conto, "As últimas notas de Thomas F. para o público em geral" fez ranger portas cobertas de pó, invocando a sensibilidade à velhice, a mesma que evitamos soletrar. No todo, a intimidade humana escrita em frases minimalistas. Superior.

Comentários
Enviar um comentário
Sub|estância|s