Gestos presos

Que gestos presos são estes que se agarram ao corpo?
Que passagem escura esta que engana ao direito e ao torto?
Que distância imprecisa é esta que se alarga no peito?
Que entendimento me responde sem rosto e estreito?
Que sombra erma, em íngreme silêncio, se deita nos braços?
Que saída, que entrada esta sem traços?
Que lonjura alcança a minha mão?
Que tamanho é o falso brilho da ilusão?
Onde chega o meu olhar?
Qual o instante da dor que faz o medo secar?
De que lado é a tua rua?
Quererá a tua boca a minha pele, nua?
 
Ah! que gestos presos estes...a pensamentos-urtiga!
 

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