Espaço...entre palavras.
O lugar que agora me cabe é branco. Obscenamente pálido. Descorado de tanta incerteza. Nada diz. Nem tão pouco olha. Vazio desajustado, fora. A impressão de desassossego, dentro. Tudo à volta é sem linhas, nem contornos, apenas o debuxo de um sopro gélido, na berma da pele. Memórias, códigos, registos, sem voz, sem marcas, sem tintura, sem vestígio, corpo adentro. Existo num branco bárbaro, dispersa e inacabada, do lado errado. Existo? Vagueio num mundo que já não trago comigo. Que nome tem este desencontro? Que idade terá o tempo quando as nossas palavras se tocarem de novo, ainda que na distância?

Comentários
Enviar um comentário
Sub|estância|s