Ausência... em círculos.
Surdo encontro o nosso. Não encontro. Avolumas-te, quase imaterial. Seguras-me com os braços e cinges o meu corpo andante ao teu. Não há jeito. Afundo o rosto no teu pescoço. Difícil respiração. Cheiro-te mais, ébria, sem saber onde ancorar as mãos. Querem-te ao abandono, nas curvas e fémures de palavras antigas. Tão perto, levas-me nos braços, junto a ti, enquanto gozo do calor da tua pele. A minha boca prova, uma valsa inventada nas cordas de um grito. Tomas-me no delito dos dedos. Os corpos estremecem, esclarecidos, encapelados. Sexos inchados, na intermitência do seu reconhecimento. Reféns de uma rara probabilidade. Nisto chega uma chuva, chega aos meus olhos. Tu sabes da saudade. Sabes? Sem argumentos.

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