Menos que um pouco de luz.
Estranho. A casa erguida nas dunas. Alta. De portas e paredes brancas. Malaguetas suspensas na ombreira, ocupadas a crescer. A casa pertence-me. Certeza estendida no papel.
Vou às traseiras.
O uivo do vento, espalhado em círculos. A insistência do mar. Sempre de mau génio. Incurável. A areia a encher o espaço. Doloroso costume. Estranho. Tudo. Entro.
Dentro. O cheiro a canela ainda. O sol de inverno a estalar os móveis, os sentidos. Estranho. Dói-me o sorriso nos lábios. Ando a tentar segurar um grande aguaceiro que previ. Dentro. Escondo uma trovoada latente. É dezembro. É difícil.
Dentro. Queria dar um nome a tudo. Quantas vezes não o soube. Sento-me à frente do lugar que ocupavas na mesa redonda. Adoeceste ou coisa assim e levaram-te. Será preciso mais? O que é isto agora que fica ao meu alcance? Estranho. Tanto. Diz-me, o que vês ao longe? Dentro.

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