Macaquices I

Era uma vez um macaco. Pêlo farto, corpanzil à altura da responsabilidade de símio, manápulas ágeis de necessidades compulsivas de abrir e fechar portas, gavetas, janelas, caixas e tudo mais que estalasse. A cauda jactante de brutal vulgaridade nivelava-se num jeito de quem não se interessa pela vida. Também não comia bananas pois queixava-se que lhe faziam gases. Restrição que não lhe adiantava grande coisa, largava-se frequentemente entre um fingimento normal e o tédio estudado. Fica-se a saber. No mais absoluto sigilo.




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