Macaquices II
Agora, era uma outra vez, sendo desta vez uma macaca. Pernas destrambelhadamente musculadas e zelosamente depiladas de alto a baixo. O resto assumia-se num corpaço de pêlo endémico que lhe enchia orgulhosamente as curvas e as restantes superfícies das carnes moles. Um tanto ao quanto palhaça, que ri lá muito em cima e ainda mais lá em baixo. Fazia uso das análises rápidas e arriscava-se no que parece é. Acidentada de ideias e de voltas trocadas, nunca sabia onde morava. Acusava-se por comidas indigestas e inconvenientes para a saúde. Contou-me em momices vexatórias que urinava de pé, ativada pela dimensão lúdica do objeto. Desata a demonstrar, ali em público, a urgência urinípara, alicerçada nesse breve entusiasmo de arriscar nova tendência. Valha-me o esforço poético.

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