Dama, mas nada aflita

Leva na mala um gafanhoto
para lembrar uma noite antiga
no porta luvas, uma nuvem de pirilampos
reservada a tapar ao de leve, dias perfurados
com o dedo no gatilho
experimenta alvos
atirados ao ar
pintou as unhas dos pés
de rosa fluorescente
a sacudir mais tarde
nas ondas de um mar levantado
espanta o drama e trança os cabelos
cresce dentro da alma
não é uma dama aflita.

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