Enganados
-Andas sempre armado?
-Tem de ser.
-Treta.
-Tu sabes que não é.
-Já te serviu?
-Nos limites.
-E o que é para ti o limite?
-Tudo o que é sem estar a ser.
-Porque tens penas a cobrir os braços?
-São vestígios...da espiritualidade.
-Tem de ser.
-Treta.
-Tu sabes que não é.
-Já te serviu?
-Nos limites.
-E o que é para ti o limite?
-Tudo o que é sem estar a ser.
-Porque tens penas a cobrir os braços?
-São vestígios...da espiritualidade.
-Tens fé?
-Gosto de pensar que sim.
Retomámos calados, ao fundo agreste de nós, desempenhando obedientes as tarefas terrenas. Eu a lavar a loiça. Tu a limpar o cano da arma. Ambos com o peito perfurado.
-Gosto de pensar que sim.
Retomámos calados, ao fundo agreste de nós, desempenhando obedientes as tarefas terrenas. Eu a lavar a loiça. Tu a limpar o cano da arma. Ambos com o peito perfurado.

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