Primeiramente, a dúvida.
Talvez já não saiba escrever.
Talvez tenha perdido a lança ou o entusiasmo.
Desconfio da emergência da miúda dentro de mim, que ficou lá atrás, metida dentro de um vestido de tamanho pequeno e de uns sapatos de número vinte e seis, encerrada numa hipótese insegura como um véu de fragilidade,que não tem para onde ir e se agarra ao corpo.
Ou seja talvez a desconfiança que me fala de dentro e para fora, o que vem dar ao mesmo. Uma ave triste que poisa sobre o coração e não fala connosco sobre o abandono a meio do caminho. Um vento desconfortável, intranquilo, defensivo cheio de arestas, que nunca passou de moda. A resistência que me isola, que me priva sem previsões de reabertura. Crónica e aguda.
Talvez seja somente a dúvida, ás voltas sobre si, cheia de sede, a esgotar-se, a suar e a perguntar-se pela distância mínima entre o desejo de se cumprir na ilusão e o medo de não saber recomeçar.
Talvez tenha perdido a lança ou o entusiasmo.
Desconfio da emergência da miúda dentro de mim, que ficou lá atrás, metida dentro de um vestido de tamanho pequeno e de uns sapatos de número vinte e seis, encerrada numa hipótese insegura como um véu de fragilidade,que não tem para onde ir e se agarra ao corpo.
Ou seja talvez a desconfiança que me fala de dentro e para fora, o que vem dar ao mesmo. Uma ave triste que poisa sobre o coração e não fala connosco sobre o abandono a meio do caminho. Um vento desconfortável, intranquilo, defensivo cheio de arestas, que nunca passou de moda. A resistência que me isola, que me priva sem previsões de reabertura. Crónica e aguda.
Talvez seja somente a dúvida, ás voltas sobre si, cheia de sede, a esgotar-se, a suar e a perguntar-se pela distância mínima entre o desejo de se cumprir na ilusão e o medo de não saber recomeçar.

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