Violência em estado bruto
Violência é ser executada por palavras
Num súbito abalo de voz
Esgueirando-se no ar, desamparadas
Numa rebentação de ondas veloz
Violência é ficar paralisada
no centro de uma guerra de insistir em negociar
Com quem não tem palavra ou dela traz, todo o inferno à boca.
Violência é encolher e crescer
Soterrada em trovoada, em serena desilusão
Metade forte, metade medo
Não sei se odeio mais a ambição dos sonhos ou a vergonha da submissão.
ACP
Num súbito abalo de voz
Esgueirando-se no ar, desamparadas
Numa rebentação de ondas veloz
Violência é ficar paralisada
no centro de uma guerra de insistir em negociar
Com quem não tem palavra ou dela traz, todo o inferno à boca.
Violência é encolher e crescer
Soterrada em trovoada, em serena desilusão
Metade forte, metade medo
Não sei se odeio mais a ambição dos sonhos ou a vergonha da submissão.
ACP

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