Se ao menos houvesse hits
A torre de incontáveis andares,
de altitude grandiosa e independente desafiava a fronteira do céu, dispensando
palavras e enunciados matemáticos.
Ancorada sob a profundeza de uma massa de
água, assomava-se estóica.
Determinada pelas suas máximas e leis regulares, governava-se
na presunção da necessidade, incapaz de reconhecer o alcance da sua solidão.
Ao redor tudo era um mar em
repouso.
Um mar aprisionado e insatisfeito, adornado pelo edifício cravado nas suas profundezas
indeterminadas.
Nesse cenário regente, de modos sedimentados e sem estímulos,
abateu-se sob o espírito um medo irracional, enrijecendo as ideias, desagregando
o mundo em deformações neuróticas.
Se ao menos se ouvisse um pouco
de música. Acidentalmente desorientada e sem especialização, se ao menos a
música atingisse com a sua prodigalidade inventiva, talvez o temível cenário se
converte-se num borrão, refinando processos maiúsculos de existência.
|||acp|||


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