Para diante
Ela avança para o futuro.
Não o futuro do dia seguinte, mas
aquele que o pensamento ainda não elaborou, onde os sons se difundem num oceano
electrónico, animado por uma palpitação néon azul esverdeada, e o espaço se
amplia num frémito vibrante, rasando o horizonte, talvez oblíquo. E os homens,
atomizados, escorregam por tubos opacos para se deslocarem no quotidiano e
regressarem às suas casas subterrâneas.
Um futuro estéril em palavras escritas,
obrigando-nos a descobrir que a solidão é muito maior do que julgávamos.

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