Linguagem nocturna
Quando me dou ao abandono do sono, caio
sob o domínio da fantasia, satisfeita
na polissemia dos sentidos, na corrente do pensamento
me encerro e me liberto, à vez,
no colo alargado e ampliado sonho, valho-me
na afectação do mistério, com efeito ainda
aguardo-me e disseco-me nos vapores do prazer e da dor, enquanto subtis e grotescos
Os arroubos emocionais da inteligência, me dão a mão ou as palavras
Equivalentes, à sonata de Tartini ou a fórmula do benzeno
Estritamenta sensuais, irradiando como chapas de metal incandescente, sobeja,
O veneno do segredo.
|||ACP|||


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