Sala de Espera
Colocava-se a fase de observação clínica, que exige a obsidiante formalidade de uma distância contida. Nisto o indivíduo, o senhor muito fino, resolve desenvencilhar as mãos trepando-as pelas minhas pernas acima. Levantei a mão e acertei-lhe uma valente bofetada, ao senhor, naquele momento, transformado em grande besta. A bala na cabeça assassinara-lhe o superego, opinaram em coro os/as especialistas presentes. Ali estava uma pessoa com o superego abatido a tiro. Era a prova viva. E no rescaldo do impulso, sobreveio-lhe um esgar oblongo de ansiedade, um olhar oscilante, a agitação das mãos e o esgueirar de sílabadas dispersas e indiscerníveis pela boca. Em uníssono as vozes ditaram: Transe Egóico.
Anotei a dissolução final. Da condição e da proeza.
|||ACP|||


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